Ela ficou parada, permitindo-me o primeiro passo.
Ela segurou o meu frágil ego masculino na mão, e eu só podia esperar que ela o acariciasse delicadamente.
-Então, como você está? Não, não. Vamos esquecer isso.
-...
-Então posso te beijar?
-Claro.
Finalmente.
Inclinei-me e beijei.
Ah, não! Na última hora, acovardei e beijei na bochecha.
Tanta covardia, que seria justo se ela corresse ao redor da escola rindo.
-Você nunca beijou antes, não é?
Como homem orgulhoso, eu poderia ter mentido, mas ela , de alguma forma, parecia saber de tudo.
Além disso, quem eu enganaria?
-Não.
-Gostaria que eu te ensinasse?
-Sim. Gostaria muito.
E assim ela fez. Devagar, cuidadosamente. Guiando-me como se eu fosse um monte de barro, moldado pelo toque macio do artista.
Ela transformou o que poderia ter sido uma lembrança horrível na mais doce de todas.
E por isso, sempre serei grato.
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