segunda-feira, outubro 17, 2011

Um pedacinho do filme que vimos neste final de semana. Lindo.


Ela ficou parada, permitindo-me o primeiro passo.

Ela segurou o meu frágil ego masculino na mão, e eu só podia esperar que ela o acariciasse delicadamente.


-Então, como você está? Não, não. Vamos esquecer isso.

-...
-Então posso te beijar?

-Claro.


Finalmente.

Inclinei-me e beijei.


Ah, não! Na última hora, acovardei e beijei na bochecha.

Tanta covardia, que seria justo se ela corresse ao redor da escola rindo.


-Você nunca beijou antes, não é?


Como homem orgulhoso, eu poderia ter mentido, mas ela , de alguma forma, parecia saber de tudo.

Além disso, quem eu enganaria?


-Não.

-Gostaria que eu te ensinasse?

-Sim. Gostaria muito.


E assim ela fez. Devagar, cuidadosamente. Guiando-me como se eu fosse um monte de barro, moldado pelo toque macio do artista.

Ela transformou o que poderia ter sido uma lembrança horrível na mais doce de todas.

E por isso, sempre serei grato.

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