terça-feira, outubro 24, 2006

Achei na internet

Sou...

Nada tenho
Nem o chão que piso
Nem o astro que amo
Nem em ti que penso
Nem o corpo que dispo Sou...
O pó infímo
Desfalecendo
Que do mudo
Deixando a essência
Na escrita feita sentida
Do tudo e do nada
Construída em sentimentos
Desferidos amados
Que em mim desfilaram
No vácuo assombrado da Humanidade
Com a voz sombria fria
Vaga esmagada.
Da tristeza e da alegria
Assim assino
A cinza desta identidade.

Aurora

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